Na escuridão de uma noite qualquer, senti minha pele gelada e pálida. Grande coisa, sempre foi desse jeito.
Parei e pensei de que tudo o que eu dizia no início estava certo: não iria durar. Um sorriso bobo surgiu em meu rosto, me mostrando que eu realmente estava certa. Aquilo não iria durar, não iria funcionar. Eu sorri de novo. Dessa vez, um sorriso maior, parecia ser mais verdadeiro que o outro.
Não que eu não goste dele, mas certas coisas não são suficientes para aplacar a dor de um coração. Foram tantas as lindas palavras que ele me disse, mas no fundo, ou melhor, eu por inteira sabia que não ia dar. Outro sorriso veio em disparada.
Eu estava feliz, afinal, não simplesmente por estar certa, mas por saber de que aquilo iria acabar. Não sentiria mais culpa e o vazio por ele não estar aqui, comigo. Eu poderia abrir minhas asas de novo e voar. Sempre pude. Mas dessa vez, o arrependimento não voaria ao meu lado; não me alcançaria.
Cruzei os braços, ainda sorrindo feito uma completa idiota, encostei as costas na cadeira e fiquei observando a tela do computador, que estava ligando. Nem mesmo a demora daquela lata velha tirou minha idiotice. Quando me deparei com o desktop, sorri com o plano de fundo colorido que ali havia. Alguns cliques e me surgiu outro sorriso.
Lá estava ele. O outro ele. Não necessariamente "outro", mas tudo bem. Era alguém que, de fato, estava aqui. Precisei por meus óculos para ver se realmente era ele, afinal, com aquela foto minúscula e minha miopía.. Nada iria bem.
"Sim"
Aceitei seu pedido no Orkut. É, ainda uso essas coisas...
Deparei-me com um recado. Sorri; de novo. Encarei meu livro sobre Hitler e toda sua conquista, com um olhar matador. Eu ri.
Afinal eu estava bem. Apesar de tudo, e de todos. Não fora um bom tempo, devo lhe dizer, mas eu estava sorrindo.
Com uma boa música de Frank Sinatra, voltei ao silêncio da minha bela e boa noite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário